Laura Gomes

 

Apresentação

Olá! Sou a Laura, tenho 17 anos e frequento o 12º ano no curso de Ciências e Tecnologias.

Este ano completo uma das etapas fundamentais da minha vida, o secundário. E no final desta jornada terei uma grande decisão pela frente, que irá ditar o decurso da minha carreira e vida adulta.

Neste pequeno espaço, pretendo pôr um pouco de lado essas preocupações e analisar e refletir sobre assuntos não só da biologia, mas também recorrentes dos dias atuais.


Quinta-feira, 19 de maio de 2022

A varíola dos macacos

Olá leitores, sejam bem-vindos a mais uma das minhas publicações, cada vez mais perto da última.

Esta semana trago-vos um tópico que, certamente, não vos é desconhecido, e que diz respeito a mais uma doença “recente”.


A varíola dos macacos é uma doença viral rara provocada pelo vírus monkeypox, do género Ortopoxvírus.

Trata-se de uma doença zoonótica (transmitida de animais para humanos) semelhante à varíola, mas geralmente menos grave, já que é menos transmissível e menos mortal. É transmissível através do contacto próximo com pessoas ou animais infetados (macacos e roedores, por exemplo) ou materiais contaminados (roupas). Embora o risco de transmissão entre humanos não seja muito alto, este pode dar-se através de contacto com lesões na pele de uma pessoa infetada, fluidos corporais ou através de gotículas expelidas nos espirros ou tosse. 


Os primeiros sintomas incluem lesões ulcerativas, erupções cutâneas (geralmente, iniciam-se no rosto e daí espalham-se para o resto do corpo) e gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o período de incubação do vírus é de geralmente de 6 a 13 dias, mas os sintomas podem surgir até 21 dias depois da infeção, que geralmente desparece, sem qualquer intervenção médica, no espaço de 14 a 21 dias.

A taxa de mortalidade varia entre 0 a 11%, sendo as crianças as principais vítimas mortais.

Embora não haja tratamento, a vacinação contra a varíola revelou-se 85% eficaz na prevenção de infeções pelo vírus, mas foi interrompida em 1980 uma vez que a doença foi considerada erradicada no mundo em 1979. Em 2019 foi aprovada uma vacina de terceira geração para prevenção desta doença, mas ainda não está disponível no mercado.


Existem já 92 casos de monkeypox registados pela OMS, distribuídos por 12 países, dos quais Portugal faz parte. Na nossa região, no mês de maio, foram registados mais de 20 casos suspeitos de infeção pelo vírus monkeypox, dos quais cinco já foram confirmados. Os doentes são do sexo masculino e quase todos jovens, não apresentando graves sintomas.


Este é um tópico atual que abrange a ciência, o ambiente e a sociedade. A ciência insere-se através do estudo deste vírus, que foi previamente identificado e dado como erradicado, mas ressurgiu, o que prova que, a dado ponto, terá sido dado como desaparecido do ecossistema, no entanto, permaneceu uma quantidade considerável que lhe terá permitido reconstituir a sua espécie. A sociedade insere-se na medida que é prejudicada por este vírus infecioso. É ainda apresentada uma relação entre os animais e os humanos, a nível ambiental, pois os primeiros são os principais portadores e transmissores da doença aos segundos. 


Decidi falar deste tópico porque se trata de um problema atual, que acontece no nosso país dentro dos poucos em que se verifica este cenário, e que merece por isso ser abordado.


Quinta-feira, 12 de maio de 2022

Reflexão sobre tarefa sumativa da atividade experimental

Saudações leitores! Estou de volta para mais uma reflexão, desta vez sobre a tarefa sumativa que temos vindo a realizar ao longo do último mês.


Esta consistiu na preparação de uma atividade experimental a partir de uma questão-problema. No meu grupo esta correspondeu a “será que o pH influencia a atividade enzimática da alfa-amilase?”.

A partir desta, começámos por estudar o comportamento da enzima e as suas condições de atuação ideias, ou seja, as condições em que a sua atividade enzimática é máxima. Esta foi a fase que envolveu mais pesquisa e, provavelmente, mais trabalho. No entanto, foi também a mais simples, pois limitámo-nos a conhecer a enzima.


A segunda fase foi a da preparação da experiência, a que envolveu mais atividade intelectual. Esta fase foi particularmente difícil pois, devido às circunstâncias em que vivemos o secundário, nunca tivemos hipótese de pensar num sentido mais prático, tudo se cingiu à vertente teórica. Assim, a experiência em si revelou-se complicada de imaginar e elaborar. Mas no fim, com alguma (bastante) ajuda do professor, conseguimos dar a volta à situação e planear a nossa atividade.


A terceira fase foi a experiência em si, que decorreu, no seu geral, de forma pacífica e organizada, ainda que com alguns erros, mas pouco significativos considerando que foi a nossa primeira atividade experimental nestas circunstâncias.


Por fim, elaborámos um relatório com toda a informação pesquisada e dinamizada e os respetivos resultados obtidos na atividade experimental.


Graças a esta atividade fiquei a perceber melhor o funcionamento de uma experiência, nomeadamente, na identificação de variáveis e grupos de controlo e experimental, o que me fazia alguma confusão. Só por isso, esta atividade já se revelou bastante produtiva.  Isto prova que, às vezes, a prática é mais eficiente do que a teoria.

Para além disso, agora tenho uma percepção mais real daquilo que é todo o processo por detrás da ciência e do quão trabalhoso este é. 

E assim deixo a minha reflexão semanal, até à próxima!


Quarta-feira, 4 de maio de 2022

"Supremo tribunal dos EUA pronto para anular direito ao aborto"

Olá leitores! Estamos a pouco mais de um mês para o fim das aulas, para mim será o fecho de um capítulo, o que não só me mete algum medo, mas também me torna extremamente nostálgica. Mas não estou aqui para falar disso, talvez numa próxima vez.


O tema de hoje é desconcertante, apoiado por mentes retrógradas e diz respeito a uma lei ditada por homens que não têm nem respeito pela mulher, e muito menos pelo seu corpo. Se ainda não adivinharam, vou falar do aborto, mais especificamente na situação impensável que se está a passar nos Estados Unidos.


O jornal norte-americano Politico noticiou, citando documentos não divulgados, que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos prepara-se para anular a decisão histórica de 1973 que reconheceu o direito ao aborto.

Segundo o Supremo Tribunal dos EUA, o processo Roe v. Wade, em vigor há quase meio século, protegendo o direito da mulher a realizar um aborto, era "totalmente sem mérito desde o início". 

Se esta conclusão for aceite pelo Supremo Tribunal, os Estados Unidos voltarão à situação que existia antes de 1973, em que cada estado era livre de proibir ou autorizar a realização de abortos, nesta perspetiva, é esperado que metade dos estados censurem o procedimento, violando os direitos da mulher.


A meu ver, e espero que a ver de todos os que estão a ler isto, esta notícia constitui uma inclinação e um pensamento hediondo por parte das cabeças por detrás desta decisão, que embora ainda não esteja tomada, é extremamente preocupante. É um atentado ao direito de liberdade e decisão do ser humano, é o regredir no tempo, é educar a população para ideias indecentes, é obrigar crianças e futuras mães a viverem num ambiente intolerável.


O aborto não é “assassinar” um indivíduo, antes pelo contrário é, muitas vezes, uma atitude altruísta para que esse ser vivo não tenha de viver uma vida miserável cá fora. Muitas mulheres recorrem a este método porque não têm meios para cuidar de uma criança, não porque foram “descuidadas”. Essas mulheres devem ter o poder para decidir o futuro do conjunto de células que carregam no seu interior, dentro do SEU corpo, no entanto, essa decisão acaba muitas vezes nas mãos de homens que não percebem nada sobre a anatomia feminina, sobre o funcionamento de todo o processo de gestação, o que esse pode provocar numa mulher para além de um aumento considerável de volume. 

É realmente lamentável que em pleno séc. XXI ainda surjam notícias sobre este tópico, principalmente num país tão grande e com tanta influência como os Estados Unidos. Parece que o progresso nuns aspetos é acompanhado pelo recuo noutros, tanta evoluímos como retrocedemos, o que no fim resulta numa eventual estagnação. 

Este assunto sempre me preocupou muito e sempre tive uma opinião muito convicta sobre o mesmo, e ver estas notícias faz-me perder a fé na humanidade e duvidar do progresso evolutivo, tanto social como científico. Afinal quando se realiza um aborto, o organismo que é a "cria" está longe de desenvolvido, o que anula o argumento de “estamos a matar um ser vivo”. Foram estas algumas das razões que me levaram a falar deste tópico hoje.


Até para a semana!


Segunda-feira, 25 de abril de 2022

"Cientistas "tiraram" 30 anos à pele de uma mulher"

Olá leitores!
Antes de mais, desejo-vos um feliz dia da liberdade. Hoje é um dia importantíssimo não só para o nosso país, mas também para cada indivíduo em si. É um dia para celebrarmos, apreciarmos e agradecermos a liberdade pela qual lutámos e, eventualmente, alcançámos. É mais uma demonstração de que a vontade tudo alcança e que juntos reunimos uma força imensurável capaz de mudar o que nos rodeia. No nosso caso particular, podemos aplicar a frase de Franklin D. Roosevelt  "no seu sentido mais verdadeiro, a liberdade não pode ser concedida. Deve ser conquistada". 


A notícia que hoje vos trago é, de certa forma, relacionada com toda a questão da liberdade, da ética, da ciência, do ambiente, e, pois claro, da tecnologia.


Esta notícia tem como ponto fulcral o rejuvenescimento das células humanas, mas para percebermos melhor o “como” e toda a investigação que está por detrás deste maravilhoso avanço científico, convém recordar a história da ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado a partir de uma célula somática adulta. 


Na década de ‘90 uma equipa do Instituto Roslin, na Escócia, desenvolveu um método para transformar uma célula da glândula mamária retirada de uma ovelha adulta num embrião, originando a ovelha Dolly. No entanto, esta experiência destinava-se à criação de células-tronco embrionárias humanas, que iriam ser transformadas em tecidos como músculos, cartilagens e células nervosas. Em 2006, Shinya Yamanaka, professor da Universidade de Kyoto, no Japão, aperfeiçoou a técnica, criando o IPS (sujeito a um banho químico de 50 dias). Esta técnica foi agora utilizada por cientistas em células da pele de uma mulher de 53 anos, mas reduzindo o banho químico para 12 dias. Embora não se tenham formado células-tronco embrionárias, as células rejuvenesceram, podendo pertencer a alguém com 23 anos.


Daqui para a frente, o objetivo é atrasar, ou mesmo travar, doenças associadas à idade, permitindo um envelhecimento saudável. Para esse efeito, poderão ser desenvolvidos medicamentos para rejuvenescer a pele de pessoas idosas em partes do corpo que foram cortadas ou queimadas, de forma a acelerar a cicatrização e, no futuro, aplicar este método ao nível das células sanguíneas e fígado.


O evoluir da ciência e da tecnologia envolve-se, mais uma vez, com a sociedade e o ambiente. O tratamento de doenças associadas ao envelhecimento, contribui para a sua eventual extinção, uma vez que serão cada vez menos comuns entre a população. Desta forma, as pessoas poderão viver uma vida mais saudável e feliz, não ficando privadas de realizar x ou y experiência porque a condição delas assim o proíbe. 

No entanto, esta descoberta poderá servir de incentivo à comunidade científica para criar uma ferramenta que permita retardar o envelhecimento, aumentando a média de esperança de vida da população, o que irá causar graves problemas ao nível ambiental, tais como o aumento da poluição e a escassez ainda mais acentuada dos recursos naturais, mas também numa perspetiva ética interrogamo-nos: não estaremos a ir contra aquilo que é o ciclo natural e biológico da vida de um ser humano? Se deixarmos de envelhecer podemos dizer que experienciamos todas as fases possíveis da vida humana? Que direito temos nós para alterar a nossa própria base genética, pondo em risco todo o equilíbrio do ecossistema em que vivemos?


Segunda-feira, 18 de abril de 2022

"Novo dinossauro português com 130M.A. descoberto no Cabo Espichel"

Olá leitores! Estou de volta depois de uma semana de descanso e de muitas amêndoas.

Espero que a vossa Páscoa tenha sido tão achocolatada como a minha, mas há que voltar ao trabalho e pôr os pensamentos gulosos de parte.


Hoje trago-vos uma notícia algo histórica e que envolve o nosso pequeno, mas certamente notável, país: a descoberta de uma nova espécie de dinossauro no Cabo Espichel, em Sesimbra.


Este fóssil está associado aos dinossauros espinossaurídeos, remetentes ao período Cretáceo, sendo a nova espécie apelidada de Iberospinus natarioi (“espinho ibérico”). A descoberta dos restos do animal remonta a 1999 e é originalmente atribuída ao paleontólogo amador Carlos Natário.


Este era um animal aquático, no entanto, possuía algumas características únicas face ao grupo ao qual pertencia, por exemplo a ausência de uma vela nas costas como no Spinosaurus e a inexistência de adaptações nos extremos que lhe permitiam movimentar-se na água. Além disso, possuía uma mandíbula "com canais internos diferentes e uma ponta da mandíbula reta", em vez de apontar para cima, como acontece em dinossauros semelhantes.


Este animal junta-se "aos membros mais antigos do grupo", como os descobertos na Grã-Bretanha, aumentando as possibilidades de os espinossaurídeos terem aparecido pela primeira vez na Europa Ocidental.


Esta é uma descoberta de elevada importância não só para compreender melhor toda a história que está por detrás da nossa existência, como também para iluminar o nosso país, para novas descobertas e apostas nas mesmas, uma vez que esta em particular teve maiores frutos pois foi, contra todas as expectativas, triunfante na descoberta de novos ossos em 2020 que permitiriam uma reconstituição mais fiável deste animal, complementados pelos anteriores descobertos entre 2004 e 2008. Se não tivesse havido esta iniciativa de uma nova escavação, a reconstituição do animal provavelmente não seria tão fiável. 


Assim, decidi falar deste artigo pois concilia conhecimentos científicos, no campo da paleontologia e ambientais, de forma a reconstituir os habitats onde estes seres vivos se apresentavam.

Assim me despeço, até para a semana!


Segunda-feira, 4 de abril de 2022

“Cientistas publicam o primeiro genoma humano completo”

Olá a todos! Estou de volta para analisar mais um artigo, desta vez numa perspetiva mais científica e que tem tudo a ver com a biologia.


Na passada quinta-feira, foi publicado na revista Science a primeira foto do genoma humano completo (observável à vossa direita), este tinha sido anunciado em 2003, no entanto cerca de 8% do mesmo não estava totalmente decifrado, vindo esta nova versão preencher essas lacunas.

A versão completa do genoma é composta por 3,055 bilhões de pares de bases e 19.969 genes que codificam proteínas, destes foram identificados 2000 novos.

Toda a informação proveniente desta descoberta científica contribuirá para a identificação de doenças e mutações genéticas e como se deve proceder ao combate das mesmas.


A meu ver, esta é, sem dúvida, uma descoberta necessária para compreendermos melhor o património genético e aquilo que poderá estar na origem de várias doenças da espécie humana. Possuindo este conhecimento, poderemos desenvolver tecnologias mais eficazes para trabalhar no sentido de tratar essa doença e, quem sabe, mesmo erradicá-la ou pelo menos modificar os seus sintomas para que se tornem algo mais “suave”, que não prejudiquem tanto o indivíduo e o seu estilo de vida. Tomemos como exemplo o cancro, aquando deste conhecimento será mais fácil estudar as mutações que lhe dão forma e desenvolver soluções que visem controlar ou inibir de forma mais eficaz a propagação do mesmo.


Assim, esta descoberta apresenta aspetos positivos a nível científico (expressos na evolução e na descoberta de novos conhecimentos), tecnológico (a partir do estudo serão desenvolvidas ferramentas/métodos mais fiáveis e eficazes) e até ambiental (no sentido de descobrir o fator ligado à causa de x doença e contribuir para o seu desaparecimento).


Decidi falar sobre este tema por representar uma descoberta científica tremendamente importante, estando também relacionado com matéria já abordada na sala de aula.


Por hoje é tudo, espero que tenham gostado e até para a semana!


Segunda-feira, 28 de março de 2022

"Aves estão a pôr ovos mais cedo devido às alterações climáticas"

Bem-vindos de novo, leitores. Espero que se encontrem bem e que tenham uma semana tranquila. Hoje venho apresentar-vos uma notícia que diz respeito ao efeito das alterações climáticas no ciclo de gestação das aves da América do Norte.


Segundo um estudo, de 72 espécies de pássaros analisados na zona de Chicago, cerca de um terço põe ovos com 25 dias de antecedência, comparativamente há um século. Dentro destas espécies, as mais afetadas são a rola-carpideira, o falcão americano (à esquerda) e o falcão do tanoeiro.

Embora os investigadores não tenham encontrado uma característica comum (por exemplo, tamanho ou condição de migração) entre as espécies que explica o seu comportamento, o fator da alimentação aponta para uma possibilidade, visto que a sua dieta se baseia em insetos e o comportamento sazonal destes é também afetado pelo clima.

Através da comparação entre amostras de casca de ovos do período entre 1872 e 1920, e amostras atuais foi possível comprovar, através da análise dos níveis de dióxido de carbono, que as aves estavam, de facto, a pôr ovos mais cedo do que o normal. Assim, comprova-se que as estações estão a sofrer alterações, prejudicando os ciclos de vida dos animais e plantas, uma vez que, desde 1970, os EUA e o Canadá sofreram uma perda de 3 mil milhões de pássaros.


A meu ver, é importante entender que a questão das alterações do clima não se dão apenas ao nível dos degelos, da seca, do aumento do nível das águas, é algo cujos efeitos vamos notar em nós mesmos mais tarde ou mais cedo, tal como já está a afetar (notoriamente) espécies de seres vivos com quem convivemos no quotidiano. Como é referido neste artigo “apenas uns graus de temperatura fora da média a longo prazo podem ter um grande impacto na altura em que os insetos aparecem, em que as árvores têm folhas, em que as flores desabrocham e, segundo o novo estudo, em que os ovos eclodem”, ou seja, algo que parece tão insignificante, como o aumento em 1 ou 2 graus da temperatura, trará grandes males para o presente e futuro.


Decidi falar sobre este assunto porque achei interessante como o comportamento das aves está a ser afetado perante a realidade que vivemos. É um tema que se relaciona com o ambiente e com a ciência, pois foi graças a este estudo que podemos observar a influência do estado climatérico nos seres vivos. Podemos ainda relacioná-lo com a sociedade, uma vez que podemos estabelecer uma comparação entre a maneira como o comportamento destes animais está a ser afetado e como estas mudanças irão afetar o nosso próprio comportamento.


Até para a semana!

Sexta-feira, 25 de março de 2022

Reflexão sobre a visita ao MIAA

Olá leitores! Como tinha mencionado, esta semana irei fazer uma segunda reflexão sobre a visita ao museu MIAA- Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes, no passado dia 17 de março.


A visita decorreu numa espécie de linha cronológica, desde a pré-história até aos tempos contemporâneos, tendo sido a primeira parte mais focada em peças arqueológicas e a segunda mais na arte. Para mim, a parte mais interessante foi a segunda metade da visita, mais ligada à arte, principalmente por ser o tema que me desperta mais interesse.


Houve diversas peças que me despertaram imensa curiosidade, o que torna a decisão de escolher uma só bastante complicada, no entanto, decidi trazer este quadro de Gonçalo Pena, intitulado de From the Outermost Skerries, datado em 2008. 

Este quadro foi aquele para o qual estive mais tempo a olhar, pois é uma obra cheia de pormenores e cada elemento da mesma encontra-se numa situação diferente, o que associamos a diferentes histórias num só quadro. 


As personagens nesta obra remetem para diferentes momentos históricos, podemos observar figuras mitológicas como a Medusa, uma outra figura que parecida com uma “estátua” provavelmente ligada a uma raiz mítica. Num plano de fundo retratam-se prisioneiros, por trás deles apresenta-se uma cidade, o que me leva a associar este cenário a um período mais atual, o helicóptero e o carro vêm a reforçar essa ideia. Vemos também imensas personagens bizarras: um camarão gigante, um homem com cabeça de peixe, outro com uma faceta mais alienígena, o que remete para a imaginação e a criação de figuras que nós enquanto humanos fazemos. Em grande plano, vemos um homem e uma mulher, provavelmente apaixonados, com uma expressão cabisbaixa no que parece ser um pedido de socorro.


Para mim este quadro poderá representar diversas matérias: 

  • O fim do mundo, uma vez que o cenário ilustrado é destrutivo. A confusão geral instalada, o facto de um dos prédios estar destruído e o helicóptero parecer estar a cair apoiam essa ideia;
  • A construção do ser humano, pois de certa forma retrata os mais importantes cenários que deram sentido à nossa história: os mitos, o sofrimento, a evolução, a destruição, a morte e o amor;
  • A mente humana, no sentido em que é algo tão confuso que se cada detalhe não for municiado, visto ao pormenor, acaba por se tornar numa grande confusão, sem corpo ou cabeça por onde se pegar, perdendo o seu sentido.

Achei a visita bastante interessante, embora tenha sido demasiado longa no departamento da arqueologia e demasiado curta nas artes, no entanto foi uma experiência enriquecedora e um dia destes tenciono tornar ao museu para observar melhor as restantes obras que não tive tanto tempo para analisar.


Até para a semana!


Segunda-feira, 21 de março de 2022

Reflexão sobre obrigatoriedade da vacina contra a COVID-19 

Saudações leitores e sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões. Esta semana teremos duas, relativas às últimas atividades desenvolvidas na disciplina de biologia.

Esta diz respeito à primeira avaliação sumativa deste semestre, que consistiu numa reflexão crítica sobre a administração da vacina contra a COVID-19 e sobre a sua obrigatoriedade.


A atividade foi enriquecedora, pois, eu particularmente, desconhecia a técnica que está por detrás da vacinação. Muito resumidamente existe uma proteína Spike que só se verifica neste vírus e funciona como uma espécie de “chave” para este penetrar nas nossas células, assim as vacinas atuam sobre esta proteína, induzindo a produção de anticorpos contra a mesma. Se tiverem mais curiosidade poderão consultar este artigo.

Este método é portanto inovador, pois ao contrário do que muitos pensam, não estamos a administrar organismos estranhos para derrotar o vírus, mas sim a própria proteína que lhe pertence, de uma forma “viramos o feitiço contra o feiticeiro”. Acaba por se tornar uma técnica ainda mais segura e fiável do que aquilo que muitas pessoas pensam. 


No entanto, a dúvida ainda prevalece numa parte significativa da sociedade, deixando a questão da obrigatoriedade da vacina. Por um lado devemos respeitar a liberdade de escolha destes indivíduos, mas por outro estes acabam por desrespeitar a nossa, pois somos livres até ao momento que interferimos com a liberdade dos outros, assim devemos de incentivar as pessoas a vacinarem-se, mostrar-lhes claramente os dados que temos, por exemplo, o facto de maior parte das pessoas internadas não estarem vacinadas. No meu grupo de trabalho discutimos a obrigatoriedade da vacina para setores que lidam com uma maior diversidade de pessoas diariamente, como é o caso de profissionais de saúde e professores. Nestes casos, a vacina torna-se um bem essencial para estes não prejudicarem a liberdade dos restantes. 


A nível ambiental a vacina contém a evolução do vírus para aquilo que poderá ser uma variante ou uma mutação ainda mais nociva e fatal. 


Achei esta atividade bastante interessante, pois ficámos a conhecer melhor o funcionamento da vacina e, pessoalmente, gosto bastante de refletir sobre estes assuntos que põem em causa o funcionamento da sociedade, os prejuízos das ações dos outros, e de que maneira poderemos sensibilizar esses indivíduos para as suas decisões. 

Reencontrar-nos-emos daqui a uns dias para uma outra reflexão, desta vez sobre arte.

Até lá, uma boa semana! 


Segunda-feira, 14 de março de 2022

O vitiligo como doença autoimune

Saudações aos que se encontram do outro lado do ecrã, espero que tenham passado um bom e descansado fim de semana e que esta seja uma semana tranquila, dentro dos possíveis. 


Hoje, venho falar-vos um pouco de uma doença considerada autoimune, que todos conhecemos, mas que podemos não saber muito bem o seu funcionamento, e como o conhecimento não tem limites, é bom ficarmos a perceber um pouco mais sobre a mesmo.


A doença a que me refiro é o vitiligo. Embora a causa desta doença ainda não esteja estabelecida, tudo aponta para que seja uma doença autoimune, visto que surge associada a outras doenças deste campo (por exemplo, diabetes), o que significa que ocorre uma falha no sistema imunitário que leva o organismo a atacar os seus próprios tecidos. Neste caso particular, essa falha observa-se ao nível cutâneo, nomeadamente através da despigmentação localizada ou difusa da pele, resultante de uma alteração da função dos melanócitos, as células produtoras de melanina, que é o pigmento responsável pela cor da pele, o que resulta no aparecimento de manchas brancas, principalmente nas zonas do rosto, pescoço, tronco e mãos. Num estado mais avançado desta doença pode ainda ser afetada a coloração do cabelo, pois a melanina é ainda responsável pela mesma.


O vitiligo não tem cura, no entanto, existem várias formas de tratamento que ajudam a melhorar a aparência da pele, reduzindo a inflamação do local e estimulando a repigmentação das regiões afetadas, como imunossupressores, corticoides ou fototerapia.


Como sabemos, esta doença é alvo de muita discriminação social, devirada dos estereótipos que a sociedade impõe. Devemos de nos lembrar que não somos projetados para nascer e crescer com uma certa aparência, não somos, nem nunca seremos seres perfeitos, e daí a necessidade de aceitarmos cada um como é, sem o criticar por algo sobre o qual não tem controlo. 

Embora esta seja vista cientificamente como uma doença, aos olhos da sociedade deve ser vista como uma condição que torna uma pessoa ainda mais única. Michael Jackson e Winnie Harlow são celebridades portadoras desta doença, conhecidos pela sua unicidade e provam que esta não é um obstáculo à vida quotidiana e ao sucesso, antes pelo contrário.

Decidi falar deste tema, pois estamos a estudar o funcionamento do sistema imunitário, as suas condicionantes e as perturbações que dele podem advir, logo faz todo o sentido trazer um tópico relacionado com as doenças autoimunes. Além disso, acho importante reforçar a ideia de tolerância e de que nem todos temos o mesmo aspeto, até porque se tivéssemos a vida perdia toda a piada.


Até à próxima semana!


Segunda-feira, 7 de março de 2022

A organização Do Something

Olá a todos e sejam bem-vindos a mais uma publicação!

Desta vez decidi variar um bocadinho e trouxe uma organização que achei muito interessante e espero que concordem comigo.


A Do Something é uma organização não lucrativa liderada por jovens, cujo objetivo é causar mudanças positivas tanto online como offline. Esta estende-se por todo o território dos Estados Unidos e por outros 131 países (incluindo Portugal).

O objetivo destes jovens é sensibilizar todos os jovens acerca das questões que mais preocupam o nosso planeta relacionadas, por exemplo, com a educação, bullying, saúde física e mental, com o ambiente, ligadas à pobreza, discriminação, entre muitas outras.


Têm muitas campanhas que se tornaram conhecidas e impactaram positivamente a sociedade, desde a Teens for Jeans, em que foram doadas 1 milhão de calças num só ano, a Get the Filter Out (GTFO), na qual foram coletadas 3,7 milhões beatas de cigarros e a Voter Registration, que influenciou os jovens a votarem, registrando-se 118,706 novos eleitores no ano de 2018 nos Estados Unidos. Se tiverem curiosidade em conhecer mais algumas destas campanhas, podem consultar o site da Do Something

Esta organização também se destaca pelos benefícios que são dados aos membros. Para além de a sua participação ser um contributo para a criação de um mundo melhor, abre novas portas para oportunidades de bolsas de estudos e, obviamente, créditos de voluntariado que nunca ficam mal na candidatura ao ensino superior. 


Achei muito interessante o facto desta organização não se focar num só movimento, mas sim em muitos, tanto ao nível ambiental como social. Além disso, é inovador e de salientar o poder que é dado aos jovens, que são a alma deste projeto, exatamente por serem a semente do futuro. Por estas razões decidi apresentar-vos hoje este tema.

À luz dos eventos que vivemos hoje em dia, é importante não esquecermos que existem outros problemas no mundo com os quais nos devemos preocupar igualmente. É necessário continuar a ajudar aqueles que precisam da nossa ajuda e que muitas vezes não a pedem, ou porque se acanham, ou porque ninguém os ouve. Assim, temos de dar voz a estas pessoas e integrá-las na comunidade.


Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O mundo atual e a guerra

Saudações leitores! Espero que se encontrem bem, ou pelo menos perto disso.

Hoje decidi não trazer nenhum artigo científico, mas gostava de expressar um pouco o meu ponto de vista face à situação destrutiva pela qual todo o mundo está a ser afetado.


A guerra é um tópico bastante sensível e, de certa forma, desconhecido da minha geração, nunca vivemos um período sangrento como, talvez, os nossos antepassados viveram e é por isso que este é um tema tão importante de abordar.


A ganância do ser humano causou, ao longo de toda a história, sangrentos e fatais episódios, e nos dias de hoje vemo-nos dispostos perante essa vertente da espécie humana, o seu lado mais desumano. É graças a esta faceta que surgiu a inevitabilidade de um novo conflito, mais tarde ou mais cedo, e também era de esperar que ocorresse dentro do campo europeu, tendo em conta as anteriores Grandes Guerras. Contudo, e embora “gozássemos” de certo modo com a situação, nunca pensamos que, de facto, esse conflito poderia vir a surgir. 


A Rússia é um país muito misterioso, sabemos que possuem armas capazes de dizimar grande parte da população mas acho que não temos bem noção disso. A vastidão do seu território dá-nos uma ideia da maluquice que se deve de lá passar. Refiro-me a um poder de armamento fora do imaginável, roguemos para que não o testemunhemos nesta vida.

O problema surge quando colocamos seres incapacitados de governar um país harmoniosamente no poder, sujeitando-nos a levar uma facada nas costas um dia destes, é por isso que é tão importante apelar a um voto sincero e racional e não pôr uma cruz num partido que defende ideias de opressão e exclusão.


Não consigo, nem quero, imaginar viver com medo de não sobreviver às ameaças de um ser egoísta e egocêntrico. Por isso, guardo um grande respeito pelo povo ucraniano que se vê forçado a abandonar as suas casas, a sua vida, sem saber o desenlace deste enredo.


A razão pela qual escolhi falar deste assunto passa pela necessidade de alertar para esta realidade. Não está assim tão longe que nunca nos afetará, e muito menos devemos de lhe dar menos importância por isso. É da vida de milhares de pessoas inocentes que está em causa, e devemos de nos pôr nos sapatos delas, ou pelo menos perceber que não merecem estar nesta situação. É com pesar que já se perderam centenas de vidas nesta invasão, mas estas serão lembradas, com amor e carinho pelos seus familiares e por todos aqueles que condenam a violação dos direitos humanos.

Deixo aqui algumas formas online de ajudar a Ucrânia, e desejo-vos uma boa semana!


Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O cérebro humano no espaço

Bom dia, tarde ou noite, estimados leitores!

Mais uma semana, mais uma nova notícia que nos prova o quão complexo é o Universo em que vivemos.


Hoje apresento-vos um estudo que analisa a mudança que ocorre no cérebro, ao nível da conectividade estrutural, após um voo espacial de longa duração.

Penso que este não será um facto desconhecido de todos, mas é normal que, ao ser submetido a diferentes ambientes e pressões, o nosso corpo tenha a necessidade de se adaptar aos mesmos, sofrendo assim algumas mudanças. Neste caso, em particular, o estado de ausência de peso, obriga o astronauta a adaptar radicalmente as suas estratégias de movimento.


Por meio de um projeto colaborativo entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmos, uma equipa de pesquisadores internacionais estudou cérebros de humanos que viajam no espaço, mais especificamente, ao nível das substância branca que o compõe. Esta é basicamente o canal de comunicação do cérebro, sendo a “matéria cinzenta” que nós conhecemos melhor, o lugar onde a informação é processada. 


Para este estudo, foi utilizada uma tecnologia chamada de fibra ótica, cuja imagem do trato com fibras fornece uma espécie de diagrama de fiação do cérebro.

Os resultados obtidos demonstram que o nível de neuroplasticidade do cérebro adapta-se ao voo espacial, podendo aplicar-se o conceito de “cérebro que aprende”. É, por outras palavras, um cérebro que sofre um religamento.


A meu ver, este estudo é bastante interessante, não só nos permite imaginar ou ter uma ideia daquilo que são as transformações constantes às quais o nosso corpo é submetido, mas também se destaca pela sua inovação, uma vez que a forma como a tecnologia foi utilizada para o mesmo é uma estreia: este estudo foi o primeiro que usou este método específico (imagem de trato de fibras como diagrama de fiação) para estudar as mudanças na estrutura cerebral.

Escolhi falar sobre este tema, pois o estudo do cérebro foi algo que abordámos nas aulas de psicologia, e aí percebi o quão complexo este era. A capacidade que nós mesmos temos de nos adaptar ao ambiente que nos rodeia é, no mínimo, fascinante. Uma outra razão foi por abordar o tema do espaço, um dos meus preferidos. 

Desejo-vos uma boa semana e para a próxima, aqui estarei de volta!


Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

A falta de amor nas relações amorosas

Bem-vindos, estimados leitores, a mais uma partilha de pensamentos digital. Hoje regressámos às aulas, depois daquilo que foram umas curtas e rápidas férias, e, por coincidência, o dia de hoje assinala o dia de S. Valentim, mais conhecido como “o Dia dos Namorados” ou o Dia do Amor.


No seguimento deste dia, o tópico que venho abordar diz respeito às relações “amorosas” em que o Amor não existe. É uma realidade à qual assistimos todos os dias e que se verifica em todo o mundo: a violência doméstica.


Em 2021, verificaram-se 23 mortes associadas à violência doméstica, em que dezasseis das vítimas eram mulheres, duas crianças e cinco eram homens. Ainda que se note uma diminuição bastante significativa, face a 2020, e que essa tenha tendência a verificar-se ao longo dos anos, é importante recordar e sensibilizar a população para estas questões, pois, enquanto seres humanos, não temos o direito de tirar a vida ao nosso semelhante (injustificavelmente), muito menos ao nosso parceiro ou às pessoas com quem vivemos no quotidiano.


Felizmente, o nosso país possui ferramentas (instituições, por exemplo) que se dedicam à prevenção destes desastres, ou que permitem uma intervenção premeditada no caso. Muitas vezes as vítimas não denunciam estes casos por receio daquilo que o agressor lhes fará caso descubra, mas, como a atitude e comportamento do mesmo mudam gradualmente, é possível identificar pequenos sinais que nos permitem fazer uma denúncia antecipada. A violência verbal ou psicológica podem ser uns dos sinais de alerta mais importantes, pois, geralmente, são aqueles que indicam o início de que algo está mal. O agressor manipula a vítima a obedecer-lhe e a satisfazê-lo.

Cabe-nos também a nós, espectadores, que ao nos depararmos com um cenário desses, o denunciemos o quanto antes.


Decidi falar sobre este assunto porque recentemente vi um documentário sobre um homem que assassinou a sua mulher grávida e as duas filhas de 3 e 4 anos, depois de a primeira descobrir que este a traía. Foi algo que me chocou principalmente pelo facto de um pai ser capaz de matar as próprias filhas a sangue frio e ainda negar esta realidade às autoridades, refutando que tinha sido a mãe a fazê-lo e que, por isso, ele a tinha matado (e era um homem “normal”, sem problemas psicológicos diagnosticados). Sinto que haverá sempre uma necessidade de alertar a sociedade para a realidade anormal que muitas famílias e vítimas vivem e não se apercebem. 

Tenho esperança de que um dia possamos dizer, orgulhosamente, que não houveram vítimas associadas à violência doméstica e que o Amor reine nas relações.


Feliz dia de São Valentim!


Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Olá leitores! Espero que tenham passado uma boa semana e que se encontrem de boa saúde. Sejam bem-vindos a mais um dos meus monólogos escritos. Hoje estou aqui para falar de um tema de grande importância, que não deve, nem pode ser deixado cair no esquecimento.

Ontem, dia 27 de janeiro, assinalou-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este dia foi implementado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a 1 de novembro de 2005. 

O Holocausto é uma palavra de origem grega que significa "sacrifício pelo fogo", é caracterizado pelo extermínio em massa de mais de 6 milhões de judeus, em campos de concentração. O regime nazi acreditava que os alemães eram "racialmente superiores" e que os judeus, ciganos e restantes etnias constituíam Lebensunwertes Leben ("vida indigna de viver"). Nesta ideologia, procederam à tentativa de erradicação destas pessoas em campos de concentração, onde eram submetidos a condições para lá de desumanas.

O propósito deste dia é não esquecer o genocídio em massa, pois este constitui um dos maiores crimes contra a Humanidade de que há memória. É também uma iniciativa que visa educar para a tolerância e a paz, bem como alertar para o combate ao antissemitismo. O tema que marca as iniciativas deste ano é «Memória, Dignidade e Justiça».  

A educação sobre este tema é um imperativo global para que possamos impedir a sua repetição, naquilo que será uma outra Grande Guerra. A lembrança traz dignidade e justiça para aqueles que os perpetradores quiseram apagar da história.

Para recordar os milhões de mulheres, homens e crianças judeus, bem como todas as outras vítimas, assassinadas pelo regime nazi, a Comissão irá, pela primeira vez, iluminar a sua sede, o edifício Berlaymont, com #WeRemember, juntando-se a uma campanha mundial coorganizada pelo Congresso Mundial Judaico e pela UNESCO em memória das vítimas da Shoah.

Sempre gostei muito de história, e a segunda guerra mundial foi sempre o tema que me despertou o maior interesse, por diversas razões. Para já, pelo progresso científico que se deu num período tão curto, desde ao nascimento da criptoanálise, ao desenvolvimento de radares na Força Aérea Britânica, o que possibilitou uma maior precisão nos combates, e ao que foi talvez o lado mais negro da ciência, a criação de bombas atómicas. Mas, a principal razão de interesse por este tema, diz respeito à criação destes campos de concentração, onde o Ser humano massacra o seu igual, a sua própria espécie, a vê morrer à frente dos seus olhos.

Escolhi falar deste tema pois é algo que retrata um passado próximo, demasiado próximo, tenho familiares que experienciaram estes anos em primeira mão, mas que, felizmente, nunca foram afetados, em grande escala, pelo mesmo. É um tema que revela a sua intemporalidade, hoje em dia ainda existem campos de concentração, por exemplo, na Coreia do Norte. É importante educar gerações futuras para este tópico, mostrar-lhes relatos, documentários sobre aquilo que foi o ato mais desumano da Humanidade, para que não se volte a repetir, pois, se isso acontecer, com as tecnologias que temos em nossa posse, irá ser muito pior, e não vão haver, certamente, tantos sobreviventes para recontar a sua história.

Sempre que posso vejo um pequeno documentário ou vídeo para me relembrar deste momento e da sorte que tenho por viver no período histórico em que vivo. Assim, esse é o meu convite de hoje, quando tiverem um tempinho vejam um pequeno vídeo, ou leiam um livro sobre este acontecimento, para que possamos ser mais tolerantes e gratos por aquilo que temos.

Até para a semana!


Domingo, 23 de janeiro de 2022

A criação e gestão de um e-portefólio

Na passada quinta-feira, realizamos a apresentação de 4 artigos do nosso e-portefólio. Nesta tínhamos de referir as razões pelas quais escolhemos abordar respetivo tema e relacioná-lo com o tópico CTSA (ciência, tecnologia, sociedade e ambiente).

Desta forma, venho fazer uma curta reflexão acerca daquilo que este projeto de construção de um blog pode ter de tão interessante e beneficiador.

Para já, é uma forma de aprendizagem a diversos níveis: desde pesquisa de informação e sintetização da mesma, e, consequentemente, uma maneira de melhorarmos a nossa comunicação escrita, e a própria argumentação. Além disso, ensina-nos tudo aquilo que é o lado técnico de construir um blog, o que se poderá revelar útil no futuro. Nesse sentido, é uma ferramenta de desenvolvimento de autonomia, porque há pequenos pormenores que a Internet não nos conta.

Existem também alguns pequenos percalços neste modo de avaliação, por exemplo, no início revelava-se um pouco difícil atualizar todas as semanas, por um lado porque não me lembrava de o fazer, por outro porque não sabia do que falar e parecia que as notícias não eram nada de interessante (isto também porque não sabia pesquisar como deve de ser). No entanto, dada a liberdade de escolha de temas que podemos abordar, eventualmente se tornou parte da rotina.

A meu ver, este tipo de avaliação acaba por fugir à regra, mas avalia melhor as competências do aluno e a sua dedicação perante a escola. Não devem de ser só os testes que ditam o quão empenhado o aluno se predispõe para a disciplina, e este método torna-se vantajoso nesse campo.

Concluo que esta avaliação se destaca por ser algo tão inusual (pelo menos não vejo muitos professores a adotar este tipo de avaliação), mas que ao mesmo tempo proporciona ao aluno uma maior autonomia, dinâmica e liberdade.


Sábado, 15 de janeiro de 2022 

Hoje trago-vos um artigo segundo o qual o vírus Epstein-Barr revela-se como o provável responsável pela esclerose múltipla.

Esta é uma doença autoimune, atualmente sem cura, que atinge o sistema nervoso central. As fibras nervosas das células do sistema nervoso estão revestidas por uma bainha de mielina, essencial para que os estímulos sejam corretamente propagados. Nesta patologia a mielina é destruída, impedindo uma adequada comunicação entre o cérebro e o corpo.

A descoberta desta conexão entre este vírus e a esclerose múltipla é um importante avanço científico, pois sugere que múltiplos casos de esclerose múltipla podem ser prevenidos com a interrupção da infeção por este vírus.

Decidi falar sobre este assunto pois é uma demonstração da evolução da ciência, e visto que é uma doença sem cura, se estes estudos se revelarem eficazes e corresponderem à realidade, podem levar a uma identificação precoce desta doença e à sua respetiva prevenção.  


Quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

O mundo atual gira à volta do Covid-19 e do estado pandémico em que vivemos, e quando parece que as coisas estão finalmente a voltar ao “normal”, aparece uma nova variante ainda mais contagiosa que provoca o aumento de casos, novos confinamentos e novas restrições da nossa liberdade (se é que lhe ainda podemos chamar isso).

Estamos a entrar novamente naquela fase do ano em que muitos países se veem obrigados a parar, totalmente ou parcialmente, em que todos os dias atingimos um novo pico de infetados, enfim, um mundo onde a nossa vida é condicionada por um bicho que não conseguimos ver. É de certo modo irónico.

A esperança de que este ano seria aquele que marcava o fim do covid, o regresso à nossa vida antiga, foi provavelmente esquecida no dia 1 de janeiro, porque sendo realistas, isto não é algo que passe de um dia para o outro e provavelmente vai chegar a um momento que teremos de aprender a conviver com este vírus. E mesmo que ele, por milagre, desapareça até ao fim do ano, a nossa nunca vai ser o que era, haverá sempre novos hábitos que irão prevalecer, por exemplo, irão haver muitas mais pessoas a usar máscaras em espaços públicos, a desinfetar/lavar as mãos com mais frequência, por outras palavras, seremos mais higiénicos.

Estes últimos dois anos foram difíceis para todos, foi uma mudança muito repentina, houve muitos hábitos que tivemos de erradicar e outros de implantar. Recordo-me dos batons acessíveis aos clientes para experimentar, em que toda a gente punha os lábios naquele produto, é uma ideia inimaginável nos dias atuais e que provavelmente não vai ser adotada novamente (espero eu). O uso da máscara é também algo que eu pessoalmente considero importante, uma vez que essas medidas sejam retiradas, não só nos protege contra os agentes poluentes, mas também não levo com os micróbios de outras pessoas que tossem ou espirram perto de mim, nem elas com os meus.

Apesar de este ser um tópico que estamos mais que fartos de ouvir, é importante, pois reflete a nossa vida atual, o mundo em que vivemos. E por isso não deve de ser desprezado, embora não seja preciso gramar com ele todas as vezes que ligamos a televisão.


Segunda-feira, 27 de dezembro de 2021


O diretor do Plano de Emergência Vulcânica das Ilhas Canárias, Júlio Pérez, anunciou no passado dia 25 de dezembro, em conferência de imprensa, o término da erupção do vulcão Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma. Este esteve em erupção durante três meses, e a sua atividade resultou na destruição de quase 3000 edifícios e na extensão da ilha em 43 hectares.

Apesar desta notícia ser sinónimo de felicidade para uma significante parte da comunidade científica e da própria comunidade local, os especialistas recordam que serão necessários vários anos para limpar e reconstruir os estragos provocados pela erupção. Além disso, a área envolvente continua a ser de alto risco devido às emissões de gases tóxicos, à temperatura e ao risco de desabamento de terras.

Estes fenómenos, apesar da sua raiz extremamente prejudicial, tanto a nível económico, geológico e social, são grandes fontes de estudo do interior do nosso planeta e do comportamento da natureza perante os mesmos. Por exemplo, várias espécies animais conseguem pressentir este fenómeno, e partem em busca de um novo sítio onde se refugiar. Assim, este estudo poderá servir como instrumento de identificação prévia de uma perturbação no interior da geosfera. Por outro lado, a espécie humana resolve deslocar-se a este local e observar este fenómeno único e certamente magnífico, embora mortífero.

Segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

A Europa tem vivido, na última semana, um desafio para com a mãe Natureza. A tempestade Barra veio para destruir, e nós, humanos, não temos como a controlar. Este fenómeno causou tempestades marítimas, cheias, avalanches, degelos e a morte de pelo menos duas pessoas no Reino Unido e uma em Espanha.

Pretendo analisar hoje duas imagens que me causaram alguma perturbação, por assim dizer. Na primeira (ao lado ilustrada), podemos observar um homem a despejar água que acredito que estivesse ou dentro de sua casa ou no seu quintal, para a rua inundada. Questiono-me se essa água, eventualmente, não irá achar o seu caminho de volta até ao quintal/casa deste senhor, uma vez que, para além de o portão apresentar alguns espaços vazios, com a fúria da corrente é duvidoso que não acabe por entrar, de uma maneira ou de outra, alguns pingos de água para dentro de sua casa. A conclusão a que chego é que talvez, nós europeus, devemos começar a construir casas mais altas de forma a evitar estes percalços.


A segunda imagem retrata o desejo insaciável do ser humano de capturar um momento de tragédia e de pôr a sua própria vida em risco. Por que é que temos a necessidade de o fazer? É provavelmente uma pergunta que a psicologia me consegue responder, mas não vou entrar por esses campos. O certo é que o fazemos, talvez numa perspetiva de admiração para com a própria Natureza, para com a sua força e poder. É a conclusão plausível que posso retirar.


Concluo assim, com compaixão para com as famílias e indivíduos que tiveram de liderar com a Natureza na sua forma mais rebelde, mas também com um apelo à espécie humana para deixa-la fazer o seu trabalho em paz (se é que isso é possível).


Sábado, 20 de novembro de 2021


O tema que hoje venho analisar diz respeito à extensão da transferência de embriões post mortem à transferência de gâmetas. Para tal, trago o caso de Ângela e de Hugo. 

Hugo faleceu vítima de cancro aos 29 anos, e era seu desejo e da sua companheira Ângela terem um filho em conjunto, como tal, antes de falecer, Hugo assinou um consentimento em como reconhecia a recolha do seu sémen para inseminação. No entanto, a lei na altura não permitia este procedimento, o que se revelou numa batalha desgastante e inspiradora por parte de Ângela.

Neste vídeo, Ângela apela aos deputados, que iriam discutir o tema, que se pusessem no seu lugar ao imaginar os filhos na sua pele. É um discurso tocante, principalmente quando diz “explicar a uma criança que é órfã de um pai vivo é mais fácil do que dizer a um filho o quanto ele foi amado e que o pai não está presente, mas que o desejou”.

Este é um caso de enorme importância no nosso país, pois moveu e emocionou milhares de pessoas e provou que com força de vontade tudo se alcança. A luta de Ângela é um exemplo de que mesmo nos momentos em que tudo parece perdido, existirá sempre uma pequena chance a nosso favor, e devemos sempre de a seguir, porque para além de não perdermos nada em fazê-lo, podemos alcançar o que sempre sonhámos.

Ângela move-se por esta pequena chance, sendo assim uma grande inspiração. Ao longo da nossa vida existirão infinitos momentos em que queremos desistir, ou porque fizemos um bolo e ele ruiu quando o desenformamos, ou porque não conseguimos fazer um problema de matemática logo não conseguimos fazer mais nenhum, mas haverá sempre a chance de que na próxima vez será diferente e que vamos conseguir, e deve ser essa chance pela qual nos guiamos.


Domingo, 31 de outubro de 2021

Não há melhor tópico para abordar hoje senão aquele pelo qual é conhecido este dia.

O Halloween (ou Dia das Bruxas, em português) tem raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Hallow é um termo antigo para "santo", e eve significa "véspera". O termo designava, até ao século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos (o mais aguardado dia entre crianças, o Dia dos Bolinhos), celebrado no 1º de novembro. A partir do século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão na origem do Halloween: o festival celta de Samhain (o "fim do verão").

As fogueiras tornaram-se especialmente populares nesta festa, sendo usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra.

Outro costume do Halloween era prever o futuro, mais especificamente a data da morte de uma pessoa ou o nome do seu futuro marido ou mulher. Este era normalmente feito através da agricultura, por exemplo puxava-se uma couve ou um repolho do solo pois acreditava-se que o seu formato e sabor forneciam pistas cruciais sobre a profissão e a personalidade do futuro companheiro ou companheira. Outros métodos incluíam pescar com a boca maçãs marcadas com as iniciais de diversos candidatos e "ler" cascas de noz ou olhar para um espelho e pedir ao diabo para revelar a face da pessoa amada.

Um dos hábitos mais característicos envolvia a deambulação de crianças, de porta em porta, a cantar rimas ou orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido libertada do purgatório.

Sendo assim como chegou este festival aos Estados Unidos?

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a "Grande Fome", 1 milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando consigo a sua história e tradições. Assim, não é de admirar o aparecimento de referências a este festival pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado "inglês".

Alguns símbolos americanos começaram a ser introduzidos nesta celebração, como o milho, as abóboras iluminadas, a famosa “doçura ou travessura”. Mas a tradição mais popular do Halloween, de se mascarar e pregar sustos, não tem qualquer relação com os doces. Esta surgiu após uma transmissão de rádio, nos Estados Unidos, de uma adaptação do livro Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, que gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938. Ao concluí-la, o ator e diretor americano Orson Wells finalizou a sua encenação, informando os ouvintes que tudo não passava de uma partida de Halloween.

Atualmente, o festival conserva pouco da sua origem, mas segue como uma oportunidade para nos divertirmos e demonstrar os péssimos dons de maquilhagem, afinal temos a desculpa que “era para parecer assustador”.

Caso queiram saber mais acerca da história deste evento, convido-vos lerem o artigo no qual me baseie para escrever esta pequena análise.

Cabe-me agora desejar-vos um feliz Halloween, e apelar-vos a não comerem muitos doces porque diabéticos já temos suficientes. :)


Terça-feira, 26 de outubro de 2021

Já Einstein dizia “se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”

Muitas vezes, as abelhas são desprezadas ou vistas como uma ameaça para os humanos, no entanto apresentam um papel crucial para o equilíbrio dos ecossistemas e do planeta.

É graças a estes insetos que nos encontramos aqui e vivemos esta vida. São as abelhas que, na busca pelo pólen, sua fonte de alimento, surgem como agentes responsáveis pela polinização, indispensável à reprodução das plantas que servem de alimento a muitos animais que, consequentemente, alimentam grande parte da raça humana. Segundo um estudo, dois terços dos alimentos que ingerimos são produzidos com a ajuda da polinização das abelhas. Assim, a extinção das abelhas levará à escassez de alimento.

É importante referir que estes animais só nos atacam quando se sentem ameaçados, devemos assim não lhes dar razões para tal. Cabe-nos deixá-las fazer o seu trabalho, sem as incomodar para não termos a infelicidade de levar com um ferrão (apesar de que no final, grande parte delas acaba por morrer, o que se formos a comparar a um Humano que sofre uma picada, apenas uma ínfima parte poderá eventualmente passar desta para melhor).

Apesar deste cenário desastroso, ainda temos tempo para mudar este destino. Espalhar a palavra sobre este assunto, através de palestras escolares e das redes sociais é uma das maiores e talvez melhores soluções que existem, pois quantas mais pessoas tomarem consciência deste assunto, maior poder de palavra teremos e mais rápido podemos dar a volta a este cenário. Obviamente que existem outras alternativas, como o desenvolvimento da agricultura biológica, o controlo das doenças das abelhas e a aposta no projeto Bee Doc que se centra na criação de novas ferramentas e métodos de identificação de doenças associadas a estes animais.

Escolhi falar deste assunto, porque ultimamente tenho tido imensos contactos com estes animais (inexplicavelmente elas adoram pousar nas minhas mãos) e acho fascinante o poder que um organismo tão pequeno pode ter ao ponto de pôr o equilíbrio de um planeta em causa.

 

Terça-feira, 5 de outubro de 2021

 

Hoje, venho analisar um artigo sobre Diogo Teixeira e a sua história académica. Diogo estudou Economia, mas no último ano de secundário percebeu o seu futuro era ligado à Ciência Política.

O aspeto que queria focar é a importância que Diogo dá ao seu corpo. A importância de estarmos bem connosco mesmos, e de termos um corpo são em mente sã. Por vezes é necessário vermo-nos num novo ambiente para percebermos que não estamos no nosso ponto máximo, para Diogo a mudança deu-se numa cidade com um ritmo de vida mais acelerado. Essa mudança ajudou-o a encontrar novos interesses, como a meditação e o Reiki e durante a pandemia ganhou o gosto pelo exercício físico.

Estarmos bem tanto mentalmente como fisicamente é meio caminho andando para o sucesso, pois uma mente organizada é sinónimo de vida organizada. A nossa mente é o motor do nosso corpo, tal como um motor que tenha as peças trocadas, uma mente desorganizada não irá fornecer a informação correta ao nosso corpo, e quando muitas vezes pensamos que estamos a fazer algo correto, enganamo-nos. O exercício físico também é de extrema importância, porque não há pior sensação do que nos olharmos ao espelho e não gostarmos daquilo que vemos. É também de certa forma um método de meditação, porque estamos tão focados na dor que parece que todos os nossos problemas desaparecem durante certo período.

Concluo assim esta pequena reflexão, promovendo a prática de atividades que nos tornem mais felizes e presentes.


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